Carne de frango tem alta de 39% em um ano

Preços do milho, café e arroz também reagiram em maio. Produtores de soja seguraram vendas com indefinição da safra dos EUA

Fonte: Canal Rural

O boletim agromensal divulgado hoje pelo CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP) mostra que em maio o preço do frango inteiro congelado teve alta de 39,2% na Grande São Paulo na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na comparação com abril deste ano, os valores aumentaram 2,7%.
Segundo o CEPEA, as altas estão relacionadas a uma produção de frangos mais ajustada neste ano e também ao bom ritmo das exportações, tanto que nos dois principais estados exportadores, Santa Catarina e Paraná, os preços dispararam.
No Paraná, o preço médio do frango inteiro congelado chegou a R$5,06/kg, o maior valor desde outubro de 2016. É 5,7% mais que em abril e 23,3% acima do registrado em maio de 2018. Em Santa Catarina, o preço médio fechou em R$4,89, 5% maior que em abril e o dobro em relação a maio do ano passado.

Milho
Em maio os valores pagos ao produtor subiram 5,9%. Já  nas negociações entre empresas nas sete regiões pesquisadas pelo CEPEA, a alta é de 6,2%. A expectativa é exportações em alta com o atraso do plantio do milho nos Estados Unidos.
Para os próximos meses os embarques devem continuar aquecidos com a colheita da segunda safra, que já começou nas principais regiões produtoras do Brasil.

Soja
Os preços pagos ao produtor tiveram baixa de 0,5%, enquanto as negociações entre empresas subiram 0,9% nas regiões monitoradas – Passo Fundo e Ijuí (RS), norte, oeste e sudoeste do Paraná e também em Ponta Grossa, além de Sorriso(MT) e Paranaguá.
As exportações aumentaram 4,5% em relação a abril, mas caíram 14,79% na comparação com maio de 2018.
A análise do CEPEA aponta que em maio os produtores ficaram retraídos na venda de grande lotes do grão. O motivo é que os sojicultores preferiram esperar por uma definição da safra dos Estados Unidos, que está com a semeadura atrasada em consequência das chuvas.

Café
Os preços do café arábica reagiram no mês passado, depois de chegarem aos menores valores desde novembro de 2013. Em um período de cinco dias, de 27 a 31 de maio, o contrato de julho/19 ganhou 855 pontos. O valor fechado no dia 31 ficou a 104,60 dólar
por libra-peso, o maior desde fevereiro. No mercado interno, as cotações do café arábica ganharam fôlego e encerraram acima de R$400 a saca, o que não tinha acontecido nos últimos dois meses.
No mercado externo, a alta de maio está ligada à desvalorização do dólar em relação ao real e também a preocupações com a qualidade do café em relação ao clima mais frio e úmido no Brasil.
O levantamento do CEPEA mostra que a comercialização da safra 2018/2019 é de 80 a 95% do valor total produzido. Já o andamento da colheita da safra 2019/20 foi dificultada pelas chuvas e pelas baixas temperaturas, que atrasaram o amadurecimento dos grãos verdes.

Arroz
A média de R$44,22 a saca de 50kg foi a maior desde outubro do ano passado. Na comparação com abril de 2019 o aumento é de 5,8% e em relação a maio do ano passado, 20,1%. O boletim aponta que os compradores não subiram as ofertas porque os produtores estavam flexíveis na venda, já que tinham dívidas de custeio para pagar.
Por outro lado, alguns orizicultores preferiram negociar soja, milho e gado.
Na Bolsa de Chicago os contratos futuros tiveram alta em maio depois das baixas em abril. Pra julho de 2019 a valorização chegou a 8,3% e pra setembro, 8,7%.

Para saber mais detalhes do boletim agromensal do CEPEA, clique aqui

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