Turismo rural: 5 passos para começar o negócio

Em muitas propriedades, o turismo rural já se tornou a principal fonte de renda; características culturais da região agregam valor ao negócio

propriedade de maça turismo rural

Em todo o Brasil, a atividade do turismo rural vem ganhando espaço nas propriedades no campo. Contudo, para tornar o negócio bem-sucedido e aumentar os lucros da família, é preciso seguir alguns passos.

De acordo com Marília Castro, instrutora do curso de turismo rural oferecido pelo Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) de São Paulo, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, é preciso mudar a visão que o agricultor tem de que essa atividade requer investimento e mudança na estrutura da fazenda. Nesse sentido, Marília diz que, na verdade, o processo é bem simples.

5 dicas para o turismo rural virar um negócio de sucesso

Confira agora os cinco passos, de acordo com a instrutora do Senar, para tornar a atividade lucrativa e sem dor de cabeça.

1) Mudar o pensamento sobre o que é turismo rural

Primeiramente, é preciso mudar a cabeça. É necessário entender que existem várias possibilidades é que não precisa de muita coisa para iniciar o negócio.

“A primeira mudança é no comportamento do produtor. Ele tem que entender que essa propriedade é um atrativo e pode agregar valor. No entanto, para isso, ele precisa de informação e capacitação”.

Portanto, se capacitar é o segundo passo para implantação do projeto.

2) Capacitação profissional

Nesse sentido, o Senar SP oferece curso para capacitar o produtor rural. O programa tem dez módulos, sendo de um encontro por mês.

Muitos agricultores imaginam que é preciso uma grande estrutura, mas não é bem assim. É comum associar aos hotéis fazendas divulgados na mídia, muitos na beira da praia, porém, nada disso é fundamental.

“O curso vai mostrando para ele [produtor] que o que interessa é justamente essa simplicidade do campo. Quando ele começa a entender isso, ele pensa: eu faço parte disso. É exatamente essa linha de pensamento sobre a simplicidade que a gente trabalha no curso”.

3) Como começar?

Agora que já sabemos que o simples é valioso, fica mais fácil acreditar que é possível começar o negócio com pouquíssimo investimento.

“Muitas propriedades começam com produtos de venda, que pode ser café, queijo, geleia, artesanato, enfim, pode começar por aí, vendendo seu produto”.

Para montar a estrutura da pequena mercearia, podem ser usados móveis que já tiver em casa. Os produtos podem ficar expostos no próprio quintal.

“Muitas propriedades turísticas que hoje são enormes começaram com um café simples. A pessoa ia visitar a propriedade e depois queria aquele cafezinho, muito bem passado pelo povo da roça”.

Falando em costumes da roça, preservar o aspecto cultural e rural faz toda a diferença e essa é a próxima dica.

4) Características culturais regionais

É importante enxergar a riqueza cultural presente nos hábitos da região e, ainda, sobre o tipo de cultura produzido.

“O aspecto cultural da família e da comunidade é muito importante. As festas comunitárias, que eles chamam, muitas vezes, de quermesses, onde o prêmio do bingo é uma galinha, por exemplo, isso tudo é muito interessante.”

Por fim, para aqueles que já trabalham com o turismo rural ou pretendem ingressar na atividade, pode estar surgindo a dúvida sobre o mercado turístico pós-pandemia. Nesse sentido, a instrutora do Senar, que também é consultora de desenvolvimento local do Sebrae, analisa esse cenário.

5) Retomada da atividade pós-pandemia

Passada a pior fase da crise gerada pela pandemia da Covid-19, o segmento rural deve ser um dos primeiros a se reerguer. No entanto, será um novo jeito de receber os turistas. Possivelmente, a longo prazo, não poderá ter aglomerações.

“Entre todas as vertentes, a primeira a retornar é área rural, pelo contato com a natureza e por estar ao ar livre, o que diminui a possibilidade de aglomeração”.

Para finalizar, Marília reforça que esse mercado está em expansão, mas ressalta a importância da capacitação.

“Isso é muito interessante, pois tem sido um ramo com divulgação enorme. Até pouco tempo isso não era conhecido, mas cresceu. Alguns lugares que nunca se ouviu falar, hoje são pólos de turismo rural”.

“É importante procurar fazer o curso, porque assim que a gente começa aprendendo e depois entendendo como fazer o trabalho de marketing”, finalizou.

Notícias Relacionadas:

Manual Sindiveg

Sindiveg lança manual de segurança no uso de defensivos

Produzido em parceria com o Instituto Agronômico, conteúdo está disponível gratuitamente na plataforma de treinamentos da entidade

Taxa Selic baixa

Baixa na Selic pode favorecer acesso de produtores a empréstimos subvencionados

Faesp defende crédito competitivo no mercado financeiro e desburocratização na concessão

Turismo rural

Família Nação Agro traz novos debates sobre turismo rural e doma racional

Nesta semana, iniciativa do Sistema FAESP/SENAR-SP esteve nos municípios de Itobi e Nuporanga