Doma racional de cavalo permite o aprendizado com boas práticas

O instrutor técnico, Leonardo Feitosa, dá dicas de como se comunicar com o animal, aprendendo a identificar os sinais através da expressão corporal

Por Valeria Benites
imagem de uma doma racional de cavalo marrom e um homem segurando as rédeas

O instinto natural do cavalo é ver o ser humano como um predador, por isso, ao ser domado pelo homem ele reage como uma atitude de defesa. Hoje em dia ainda é comum profissionais realizarem o treinamento com maus-tratos, achando que a punição fará o animal entender os movimentos, mas a violência não é o caminho. Umas das alternativas é utilizar a técnica da doma racional de cavalo.

De acordo com o instrutor técnico do Senar SP, Leonardo Feitosa, a violência não é o caminho. Através da doma racional de cavalo é possível ensinar o animal sem precisar castigá-lo. A memória do equino é feita através de quadros, como se fosse um retrato, por isso, é importante associar o novo aprendizado a algo bom.

“Se um potrinho vê a mãe dele correndo ao perceber uma sacolinha voando, ele já pintou aquele quadro na cabeça e se tiver uma sacolinha voando, ele vai fugir. Então, eu pego aquela sacolinha e passo nele, esfrego, faço carinho e mostro para ele que não precisa ter medo daquilo, então ele começa a associar que aquela sacolinha faz bem, ele esquece aquele quadro e pinta um novo”, comentou Feitosa.

Entenda

Além disso, é muito importante aprender a linguagem do cavalo, aprender a identificar os sinais que ele dá através da expressão corporal. “Não basta só olhar, é preciso enxergar. O cavalo está nos dizendo muitas coisas só com o olhar, com as orelhas, com o levantar e baixar da cabeça ou com o lamber e mastigar. Ele se comunica através do corpo e a gente precisa saber disso, precisa conseguir fazer essa leitura. A gente pode passar uma vida inteira tentando ensinar um cavalo a falar português, mas a gente não vai conseguir. A gente que tem que estudar a linguagem dele e aí quando a gente aprende esses mínimos detalhes, é quando a gente começa a se diferenciar de outras pessoas”, acrescentou.

Ainda segundo Feitosa, existe um código de ética entre os cavalos e o treinador precisa aprender isso. “O código de ética dos cavalos é a confiança, lealdade e o trabalho em grupo. Eu acredito nisso. Os cavalos são seres leais, que precisam confiar uns nos outros, então, onde existir esses três quesitos as coisas vão dar certo”, finalizou.

Confira o vídeo na íntegra:

Foto: Divulgação

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