Crédito rural: se proteja da venda casada ao fazer empréstimo

De acordo com a CNA, as duas principais reclamações registradas de venda casada são: título de capitalização (53,6%) e consórcio (25%)

calculadora dividas venda casada

Muitas vezes, o produtor rural se sente prejudicado na hora de fazer um empréstimo. Isso porque além das taxas que ele já vai ter que pagar ao pegar o crédito, ainda se vê obrigado a contratar outros serviços oferecidos pelas instituições financeiras, o que é conhecido como venda casada.

Nesse sentido, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou na última quinta-feira, (13), de um webinar promovido em parceria com os Ministérios da Agricultura e Justiça e Segurança.

O tema foi “Produtor Rural: como utilizar as plataformas de reclamação contra venda casada”.

Durante o evento, a CNA, o Mapa e o MJSP apresentaram as plataformas de denúncia contra venda casada na oferta de serviços financeiros. O objetivo foi esclarecer as diferenças e orientar como acessá-las para realizar a reclamação da forma mais simples e direta possível.

Assim também foram explicadas as principais dúvidas sobre a ocorrência da venda casada na liberação do crédito rural, bem como a forma correta de sua identificação, diferenciando as práticas que podem ser adotadas pelas instituições financeiras daquelas ilegais.

O que é venda casada?

A venda casada ocorre quando a instituição financeira condiciona a liberação do crédito à aquisição de outros produtos financeiros, como títulos de capitalização, consórcios e seguros estranhos à atividade financiada.

A assessora técnica do Núcleo Econômico da CNA, Gabriela Coser, apresentou a campanha “Nada além do que preciso”, criada pela Confederação para coibir a venda casada em operações de crédito rural.

Além disso, foi apresentado um guia, feito em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com orientações para evitar a prática ilegal pelos bancos.

O canal online foi criado em apoio ao acordo de cooperação entre os ministérios, no qual a Confederação é uma das signatárias, e inclui uma plataforma de denúncia anônima e um material de orientação para produtores rurais sobre como se proteger da prática de venda casada.

Segundo Gabriela Coser, a taxa de juros paga pelo pequeno produtor chega a ser três vezes maior do que a anunciada em casos onde ocorre a prática.

Principais reclamações de venda casada

As principais reclamações registradas pela CNA referem-se a:

  • título de capitalização (53,6%);
  • consórcio (25%);
  • aplicações financeiras (25%);
  • CDB (21,4%);
  • seguros de vida (14,3%)
  • fundos de investimento (10,7%)

“Além das dúvidas que já sabíamos, a gente conseguiu abrir um caminho para esclarecer outras existentes. É importante que os produtores usem as plataformas e levem mais perguntas para resolvermos. Dessa forma, quanto mais informações e dados o produtor fornecer, mais rápido a gente consegue resolver esses problemas”.

Fonte: Faesp / Senar SP

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