Curso de artesanato do SENAR-SP proporciona renda a produtores rurais

Programas do SENAR-SP ensinam bordado tradicional, assim como artesanato com folhas, galhos, cascas e grãos de café

Curso de artesanato do SENAR-SP proporciona renda a produtores rurais

No meio rural o artesanato faz parte do cotidiano das pessoas. São confeccionados artefatos de utilidade doméstica, para a lida rural, ou ainda objetos de decoração, utilizando, muitas vezes, matéria-prima obtida da natureza. É desenvolvido de forma sustentável e permite a difusão cultural.

O bordado é uma arte milenar de ornamentar os tecidos com fios diferentes, formando os mais variados desenhos. Essa arte, além de permitir o resgate cultural, para muitas famílias retrata uma nova opção de geração de renda.

As atividades “Bordando e Tecendo a Arte no Meio Rural” e “Artesanato com folhas, galhos, cascas e grãos de café”, do SENAR-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo), foram realizadas pela primeira vez na cidade de Buritama, interior paulista. Os cursos aconteceram por meio de uma parceria com o SIRAN (Sindicato Rural de Alta Noroeste), Sebrae-SP e Prefeitura de Buritama.

As atividades gratuitas que estão sendo realizadas capacitam produtores rurais e artesãos e, dessa forma, possibilitam a geração de renda extra.

Bordando e Tecendo a Arte no Meio Rural

É composto por 3 módulos, com duração de 224 horas/aula, sendo 56 dias, 3 dias por semana, com 4 horas/aula em cada um.

A instrutora Sônia Lima da Silva Covolan explica que os 12 participantes (número máximo de inscritos) aprendem a executar bainhas abertas, acabamentos e transferência de riscos, por meio das técnicas de desfiar tecidos, ponto ajour, agrupamento de fios, fixação de desenhos no tecido e uso de papel carbono e pontos de bordado livre no tecido de amostra por meio de técnicas específicas, confecção de peças utilitárias e decorativas em tecidos variados.

Professora de oficinas de artesanato no CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) de Buritama, Selma Munhoz, está participando para replicar no equipamento municipal o que aprende no curso. “Eu até sei bordar, mas estes bordados que estão ensinando são mais complexos, e vão somar muito a minha atividade”, comenta.

Já a artesã autônoma Maria Abadia Silveira decidiu se inscrever para relembrar o que havia aprendido há cerca de 40 anos. “Eu trabalho mais com tricô e crochê, e enxerguei este curso como uma oportunidade de resgatar um conhecimento que eu tinha quando era jovem. Está me fazendo muito bem”, relata.

Artesanato de café

O curso é “Artesanato com folhas, galhos, cascas e grãos de café”, que conta com 14 inscritos. Com duração de 40 horas, sendo realizada em cinco dias, com oito horas em cada um deles, a ação propõe a confecção de artefatos decorativos com o aproveitamento de matéria-prima encontrada facilmente na natureza. Aos participantes são disponibilizadas informações sobre o preparo do local, a coleta e o preparo da matéria-prima, seu tratamento, execução das técnicas e acabamento, além de noções de comercialização.

De acordo com a instrutora, Katia Cilene Godinho de Souza, existem várias técnicas para a produção artesanal utilizando os subprodutos da lavoura de café, tais como a esqueletização, colagem, montagem, revestimento e mosaico.

“Pode-se obter objetos diferenciados feitos com essa matéria-prima, variando de artesão para artesão, conforme a sua criatividade. Aqui eles estão aprendendo a fazer, por exemplo, bandejas decoradas com vidro líquido, bola de isopor com sementes coladas e outros enfeites de mesa”, ressalta Katia.

O aposentado e artesão, Rodrigo Cotillo, está animado com o curso. “Eu não imaginava que dava para fazer tanta coisa com esses subprodutos do café. Agora pretendo elaborar várias peças e vendê-las”, destaca.

A autônoma, Franciele Souza de Almeida, também pensa em gerar renda extra com os produtos. “Eu adoro artesanato. No curso, o que mais estou gostando de fazer são os arranjos de mesa”.

Parceria

As duas ações estão ocorrendo no Centro Cultural Municipal Graciano Ramos. Segundo a chefe da Unidade Gerencial Básica da Cultura de Buritama, Luciene de Oliveira Santos, as ações são muito importantes, pois contribuem com a geração de renda, ainda mais na pandemia.

“Essa parceria com o SIRAN, o Sebrae-SP e o SENAR-SP é fundamental para os nossos produtores rurais e artesãos, ainda mais durante a pandemia. Passada essa crise sanitária, eles terão novos conhecimentos para incrementar as suas atividades”, afirma Luciene.

Devido a pandemia de Covid-19, estão sendo seguidas todas as orientações das autoridades de saúde, com o uso de máscaras, álcool em gel à disposição, materiais de estudo desinfetados, e distanciamento. Os participantes recebem gratuitamente o material didático e, ao final das ações, os certificados de conclusão.

Fonte: SENAR-SP

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