Uma crise que gera oportunidades: Brasil começa exportar peixes para China

Boas notícias para os produtores da piscicultura do Brasil. China habilita 11 novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação de peixe

Fonte: Pixaybay

Quando passar os efeitos negativos desse chacoalhão provocado pelas medidas contenção ao ao avanço do novo coronavírus, alguns setores do agro poderão ter recuperação mais rápida, entre eles o setor de peixes em cativeiro.  O governo chinês aprova as condições de abate, higiene e processamento de 11 frigoríficos brasileiros que trabalham com peixes.  As plantas habilitadas para exportação de tilápia  são Copacol- PR, Netuno-BA, Trutas NR-MG, Vitalmar-SC, Global Food-SP, C.Vale-PR, Zaltana-RO, Frigopesca-MT, Lakes Fisch-GO, Pescado du Vale-RO e Bem Bom Pescados-RO.

O Presidente da Peixe BR Francisco Medeiros , foi o entrevistado da Live Família Nação Agro, desta segunda-feira,  e comemorou essa conquista – “Há 3 anos que estamos trabalhando essa negociação com a China. Contamos com parceria do Ministério da Agricultura para que as plantas brasileiras fossem habilitadas para exportação. Agora começa outro processo, mais burocrático de ajuste dos protocolos (normas e regras para segurança e qualidade do alimento). Mas já é um passo importante para o setor.

A produção brasileira de peixes de cultivo, principalmente tilápia e tambaqui, no ano passado foi de aproximadamente 758.000 toneladas, produzidos por cerca de 300,000 criadores, de acordo com dados da Peixe BR, ainda de acordo com a entidade, o setor registrou crescimento de aproximadamente 5% no ano passado e tem potencial para crescer mais ainda.

Segundo a Associação Brasileira de Piscicultura, a Fundação Getúlio Vargas fez uma pesquisa e mapeou o Setor. “Temos três perfis de produtores: os integrados, nos mesmos moldes dos criadores de frangos e suínos, os verticalizados, que têm frigorífico próprio e comercializam a produção e os independentes. O estudo aponta que os independentes vão passar por mais dificuldades no futuro e por isso uma das recomendações é a união dos criadores em associações, cooperativas ou outra forma de organização para produção e comercialização em grupo.”- afirma Francisco.

Medeiros também comenta sobre a importância da integração e o cooperativismo, pois apresentam mais benéficos e acredita que o momento do Coronavírus possa ser a oportunidade para o crescimento do setor. “O problema não é ser pequeno, médio ou grande.. as  maiores empresa de piscicultura, são de integrados, o que faz a diferença é estarmos juntos”, conclui.

Veja a entrevista na íntegra:

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