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Sebrae oferece subsídio a produtores de orgânicos

O recurso pode ser usado na mudança do manejo convencional para o orgânico, durante a certificação ou na renovação do certificado

Os custos e a demora na certificação estão entre os principais problemas encontrados pelos produtores de orgânicos. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Sebrae. 57% deles reclamam de dificuldade em encontrar insumos apropriados a esse tipo de produção. 48% apontam como principal problema a comercialização dos produtos. Na sequência aparecem a assistência técnica (39%), logística (38%) e as despesas com o certificado (34%).

O estudo mostrou ainda o quanto o setor está nas mãos de pequenos produtores. 41% deles tiveram um faturamento médio anual de até 60 mil reais. O que muitos não sabem é que existe um programa, o Sebraetec, que facilita a mudança do manejo convencional para o orgânico. O analista do Sebrae Nacional, Luiz Rabelatto, explica que, apesar de ser um programa nacional, as regras variam em cada estado: “Em alguns estados o subsídio é permanente, em outros via edital em determinadas épocas do ano. A orientação é que o produtor procure primeiro a unidade do Sebrae mais próxima”. O valor do subsídio varia entre 50 e 70% dos custos, de acordo com o estado.

O auxílio pode ser usado em uma das etapas de certificação. O produtor escolhe se quer usar na etapa de adequação da propriedade para o manejo orgânico, durante a certificação ou quando precisar renovar o certificado. Podem participar do programa produtores que tenham perfil de micro ou pequenos empreendedores, com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões, ou que façam parte da agricultura familiar. Nesse caso, é necessário ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). A emissão da DAP é gratuita e você pode conhecer os órgãos emissores clicando aqui.

O Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, responsável por emitir o certificado do produto, conta hoje com 19 mil cadastros. A dica para quem quiser migrar do manejo convencional para o orgânico é pensar no contexto da produção. “O importante é que o produtor não olhe só pra questão econômica, e tenha uma visão de saúde própria, saúde do consumidor, responsabilidade socioambiental, e também uma busca pelo diferencial econômico. Mas é importante que ele tenha essa consciência que o consumidor também está buscando isso, não só o produto pelo produto, mas sim que responda a um sistema novo de produção que faça bem ao ambiente e à saúde de todos”, conclui Rabelatto.

Pra saber mais sobre o Sebraetec, clique aqui.

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