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Preço do tomate passa de R$ 5 o quilo no atacado de São Paulo

A cotação é a maior da série histórica da Conab, que ainda registra alta nos preços do mamão e laranja e queda nas cotações da maçã e melancia

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Os preços de comercialização do tomate nos principais mercados atacadistas do país nunca estiveram tão altos. É o que aponta o 4º Boletim Prohort, divulgado nesta terça-feira (16), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na primeira quinzena de abril, o produto registrou o maior preço praticado desde o início da série histórica em março de 2017. Em São Paulo, por exemplo, o preço do tomate passa de R$ 5,00 o quilo.

Esse é o segundo mês consecutivo que os preços do tomate apresentaram alta em todos os mercados atacadistas analisados. Em março, a maior alta foi registrada na Central de Abastecimento de Goiânia (GO), que teve os preços 90% superiores. Nos outros mercados estudados, os acréscimos de cotação também foram significativos, variando na casa de 40% em Fortaleza e no Rio de Janeiro, e acima de 30% em Vitória, São Paulo e Belo Horizonte.

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Esta performance de preço é consequência da baixa oferta do produto no mercado. A oferta em fevereiro e março esteve 20% menor que em janeiro deste ano. Além disso, as chuvas intensas e o calor fazem com que o fruto apresente manchas e perecibilidade acentuada. Ainda segundo o relatório, no Ceasa de Goiânia foi relatado que a baixa oferta também está relacionada com a redução na área plantada com tomate. Isso porque, em 2018 os baixos preços pagos pelo produto deixaram os produtores descapitalizados para investir nas áreas este ano.

De acordo com o Boletim, outra hortaliça de destaque foi a batata. Mas, apesar da ascensão de preços desde outubro de 2018, esse movimento de alta tem perdido força.  Em relação às frutas, a menor oferta de banana, laranja e mamão também influenciaram na alta dos preços. Apenas maçã e melancia tiveram desempenho contrário, com queda nas Ceasas pesquisadas. No caso da melancia, o menor preço ocorreu por conta da grande oferta fornecida pelo município de Teixeira de Freitas (BA), com a entrada da safrinha paulista e devido à queda da demanda pelo clima mais ameno nas regiões consumidoras.

O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas pelos grandes mercados atacadistas do país, nos estados de SP, MG, RJ, ES, PR, GO, PE e CE.

 

 

 

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