Flores: após retorno, produtores vendem apenas 20% da produção

Varejistas de cidades que não estão em quarentena, como interior de Santa Catarina e Paraná, foram as compras. Outras vendas  foram para comerciantes que estão vendendo on line, feirantes e mercados.

aflor

O presidente da Associação dos Floricultores da Região da via Dutra, Aflord, Tsutomu Makita, comentou sobre o retorno dos produtores ao mercado de flores da Ceagesp. De acordo com Makita, os números de venda ainda são baixos comparados aos outros dias de venda, antes do período de quarentena. De toda a produção, apenas 20% está sendo comercializado.“As vendas ainda não são boas pois o comércio varejista de grande porte, que faz as compras no local ainda continuam fechados. Nossa esperança é que haja um aumento significativo nos próximos dias véspera do dia das mães”.

Houve aumento de vendas para varejistas de cidades de outros estados que não estão em quarentena como interior de Santa Catarina e Paraná. Outras vendas  foram para varejistas que estão vendendo on line, feirantes  e mercados. Makita comenta que o objetivo é tentar vender de 40% a 50% do que estava sendo preparado para o dia das mães, data considerada mais lucrativa para o setor.

Mudança na rotina:

Devido às restrições para conter a Covid – 19, o mercado de flores trabalha de forma que evite aglomerações. Uma mudança foi com relação ao formato de  vendas. Antes o comparador podia fazer suas escolhas ali no local. Mas agora para conter as aglomerações, os varejistas fazem os pedidos por telefone ou whatsapp, e só vão ao mercado para fazer a retirada.

Alternativa para as flores

Makita ressalta que buscou novas alternativas para ajudar os produtores que dependem da atividade. Há duas semanas atrás, buscou ajuda com vereador da cidade de São Paulo, onde apresentou a ideia de criar uma feira especial para as vendas do dia das mães. A ideia era levar  a produção até algum local público de grande porte e estruturar de forma que seja feito atendimentos pelo Drive Thru. Desta forma não teria riscos para os produtores e clientes. Sobre esta proposta, até o momento o presidente da Aflord não conseguiu retorno.

Foto: Aflord

No telejornal  Mercado e Companhia desta sexta-feira, 1 de maio.

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