Embrapa desenvolve primeiro sistema orgânico de maracujá do país

Desenvolvida na Bahia, a fruta sem defensivos químicos é mais produtiva que a do sistema convencional

Fonte: Pixabay

Uma pesquisa da Embrapa no município de Lençóis, na Bahia, conseguiu um feito inédito: o primeiro sistema orgânico para a produção de maracujá. A experiência foi desenvolvida especialmente para a região da Chapada Diamantina. O Estado é o maior do país em produção da fruta, de acordo com o IBGE. A produção em 2017 chegou a 170 mil toneladas.

A produtividade da fruta no novo sistema chegou a 28 toneladas por hectare, enquanto no sistema convencional é de 10,5 t/ha e na média nacional, 13,5 t/ha. O resultado foi atingido mesmo com a exposição das plantas a viroses da cultura.

Para que o sistema de produção atingisse o resultado esperado, foi necessário fazer um longo trabalho de correção do solo, pobre em nutrientes como o cálcio, magnésio e o potássio. O preparo com calcário e gesso elevou o pH do solo e os teores de cálcio e magnésio. 12 meses depois, segundo a pesquisa, o teor de cálcio aumentou seis vezes e o de alumínio caiu para menos da metade. 30 dias depois da acidez do solo, os pesquisadores começaram com o pré-cultivo da área com plantas melhoradoras como o sorgo forrageiro, o milheto e o feijão-de-porco. Com isso, a quantidade de matéria orgânica disponível no solo aumentou.

A pesquisa usou dois híbridos da Embrapa, a BRS Sol do Cerrado e a BRS Gigante Amarelo, que têm como características a precocidade e a produtividade. A ideia, segundo a Embrapa, é levar o pacote tecnológico para outras regiões produtoras do país. Mas, para isso, o sistema ainda precisa passar por adaptações.

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