Defesa Agropecuária apreende defensivos agrícolas suspeitos de adulteração ou falsificação

Fiscais apreenderam 66 litros de defensivos com suspeita de adulteração ou falsificação em um estabelecimento de Santa Cruz do Rio Pardo

Defesa Agropecuária apreende defensivos agrícolas suspeitos de adulteração ou falsificação

Em fiscalizações de rotina realizadas durante o mês de janeiro pela equipe do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Ourinhos, os fiscais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento apreenderam 66 litros de defensivos agrícolas com suspeita de adulteração ou falsificação em um estabelecimento no município de Santa Cruz do Rio Pardo.

A fiscalização chegou ao estabelecimento, localizado na Rua Pedro Batistucci, para verificar se ele atendia os requisitos legais para a comercialização de defensivos agrícolas. “Além de não ter o registro para o comércio desse tipo de produto, foi encontrado uma boa parte dos defensivos armazenados que estavam com o prazo de validade expirada”, disse o engenheiro agrônomo Marcio Minoro Harada Orozimbo, que junto aos técnicos agropecuários Elcio Estevam Salaro e Marco Antonio Gomes Fernandes, coordenou a ação.

A suposta empresa fabricante e registrante legal do produto foi consultada e negou a fabricação do lote que estava sendo comercializado no estabelecimento. Diante do fato de ter sido encontrada evidência de possível falsificação e/ou adulteração de produtos, a Polícia Estadual Militar foi acionada para atuação dentro de sua área de competência. Como medida cautelar, os 1.254,83 litros de produto foram apreendidas para análise, ficando o estabelecimento como seu fiel depositário. A ocorrência foi registrada na delegacia de Santa Cruz do Rio Pardo como crime contra as relações de consumo, fraude no comércio, venda de substâncias nocivas à saúde pública, produção de substância tóxica e contrabando.

O uso de produtos adulterados ou falsificados não dá ao produtor garantias de sua ação efetiva na lavoura. “Dentro da embalagem pode ter uma substância totalmente diferente da que é informada no rótulo, sem garantia da persistência em partes vegetais, ou seja, não há garantia de qual será o risco de contaminação desses produtos em alimentos, prejudicando a saúde humana, além de prejuízo econômico, pois não há garantia do que está sendo comprado ou aplicado na lavoura para o controle de pragas e doenças” disse Orozimbo.

A fiscalização do comércio e uso dos defensivos agrícolas e afins é realizada em todo o estado de São Paulo pela Secretaria, por sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária e tem como principal objetivo proteger a sociedade, garantindo os direitos humanos, como a segurança alimentar, a proteção do agronegócio paulista, gerando emprego e renda e em proteção ao meio ambiente. Um processo administrativo foi instaurado para manifestação do envolvido e acompanhamento do destino do material apreendido.

Via Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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