Cinco coisas que você não sabia sobre a cachaça

Ministério da Agricultura lança anuário da cachaça com curiosidades sobre a bebida

Foto:PixaBay
De tão importante, o termo “cachaça” virou expressão protegida por decreto em 2001. Só produtor que estiver no Brasil pode usar.  Mas apesar de ser conhecida pelos brasileiros, a cachaça tem suas peculiaridades!

Em 2018 o Brasil exportou 8,41 milhões de litros de cachaça para 77 países, o que gerou uma receita de US$15,61 milhões. É Um pouco menos que em 2017, quando saíram daqui 8,7 milhões de litros, responsáveis por movimentar US$15,8 milhões.  Em volume, o  principal cliente da cachaça brasileira tem sido o Paraguai. No ano passado, segundo os dados do IBRAC, o Instituto Brasileiro da Cachaça, os nossos vizinhos compraram um quarto do total exportado. Nesta semana, o Ministério da Agricultura publicou o Anuário da Cachaça Brasil 2019. A bebida é produzida em mais de 800 municípios.  Veja cinco curiosidades a respeito da cachaça:

1. Aguardente não é o mesmo que cachaça
Toda cachaça é uma aguardente, mas nem toda aguardente pode ser chamada de cachaça. Isso porque as duas têm definições de teor alcoólico diferentes, regulamentadas por decretos.  O decreto nº 6.871, de 4 de junho de 2009, que regulamenta a Lei nº 8.918, de 1994, diz que cachaça é um tipo de aguardente de cana-de-açúcar produzida exclusivamente no Brasil. O teor alcoólico da cachaça varia entre 38 e 48%.  Já a aguardente de cana foi padronizada pelo Decreto nº 6.871, de 2009, que Regulamenta a Lei nº 8.918, de 1994. O teor da aguardente é maior que o da cachaça: pode variar entre 38 e 54% .
2. O ambiente faz toda a diferença
Assim como acontece com a uva, a cana-de-açúcar também sobre influência do clima, solo, relevo, altitude e quantidade de chuvas.  A combinação entre esses fatores produz sabores diferentes para a bebida. E se for armazenada em madeira, melhor ainda! As mais comuns são o carvalho americano e o europeu. Pelas regras do Ministério da Agricultura, o recipiente de madeira usado para armazenar a cachaça pode ter sido usado anteriormente para o envelhecimento de outras bebidas. Só não pode reutilizar se o recipiente tiver sido usado para outras finalidades.
3. Cachaça premium?
A cachaça tem, sim, suas diferenças! E elas são divididas em categorias. Além da tradicional, a bebida pode ser adoçada (com mais de seis e menos de 30 gramas por litro), envelhecida (desde que metade do conteúdo tenha sido conservada em madeira por um ano ou mais) e premium (100% armazenada em madeira pelo mesmo período da envelhecida). E tem ainda a extra premium, que é aquela envelhecida por mais três anos ou mais. Os termos cachaça industrial, de coluna, orgânica, artesanal e de alambique não são reconhecidos pelo MAPA.  Popularmente, a cachaça que não é envelhecida é conhecida como “cachaça descansada”.
4. Cada cor, um nome!
Se você encontrar por aí uma cachaça com o rótulo de “clássica”, “prata” ou “tradicional”, é porque a bebida é incolor. Agora, se a expressão for “ouro”, a cor pode variar entre amarelo e marrom. Com exceção do corante amarelo na cachaça envelhecida, é proibido usar corantes de qualquer tipo, lascas de madeira ou qualquer outra substância para mudar a cor original da bebida. Sementes, animais, ramos, folhas, frutas ou especiarias também não podem ser usados.
5. Minas Gerais na liderança
Minas é líder absoluto em estabelecimentos que produzem cachaça. São 421. Em segundo lugar, com 126, aparece o estado de São Paulo, seguido pelo Espírito Santo (74), Rio de Janeiro (50) e Rio Grande do Sul (49). Em todo o país são 951 estabelecimentos, responsáveis pela produção de 3.648 marcas de cachaça. Roraima é o único estado que não produz cachaça.

 

Quer saber mais? Clique aqui e acesse a página do Anuário da Cachaça Brasil 2019

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