Diversificação gera oportunidades no mercado de café, aponta ABIC

No Dia de Campo Seguro, Nathan Herszkowicz, presidente executivo da ABIC, mostrou como diferenciação abre espaço no mercado de café

Grãos de café marrons espalhados em mesa por caneca branca

Café é o alimento mais consumido pelos brasileiros. De acordo com o IBGE, cada pessoa ingere em média 79 litros da bebida por ano. Além disso, de acordo com o órgão de pesquisa e estatística, o consumo de café possui taxa anual de crescimento de 3,4%.

Apesar do cenário promissor, a ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café) afirma que o setor tem como principal desafio a volatilidade da economia nacional. Para manter o cultivo lucrativo, a entidade destaca a ascensão do café premium no mercado brasileiro, embora 90% do consumo doméstico seja do tipo tradicional.

Segundo a ABIC, a oportunidade passa pela mudança no perfil do consumidor. O público, especialmente o mais jovem, está mais criterioso e menos impulsivo, consciente do valor do dinheiro e aberto a provar novos produtos. Agora, o comprador procura prazer na degustação e produtos com valor ético positivo agregado.

Com selo de origem, edições limitadas e uma experiência cada vez diferenciada como atrativos para o consumo de café, os grãos e cápsulas estão puxando o crescimento dos cafés especiais. Em números da ABIC, grãos representam entre 40% e 50% do volume consumido no Brasil, enquanto o torrado e moído variam de 30% a 35%. As cápsulas ficam entre 5% e 15%.

Conforme informações do Euromonitor Internacional, os cafés especiais representam um nicho 2,8% no mercado brasileiro e sua relevância deve aumentar em 2021. Em 2016, somente no varejo de cafés premium foi movimentado R$ 1,7 bilhão.

No Dia de Campo Seguro, realizado em Caconde, presidente executivo da ABIC, Nathan Herszkowicz, falou sobre como você pode conseguir a diferenciação e destaque no mercado de café. Assista à palestra a partir de 1h12 no vídeo abaixo:

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