‌Produtor‌ ‌descarta‌ ‌toneladas‌ ‌de‌ ‌cogumelo‌s ‌por‌ ‌falta‌ ‌de‌ ‌compradores‌ ‌

Duas‌ ‌toneladas‌ ‌de‌ ‌shimeji‌ ‌foram‌ ‌jogadas‌ ‌fora‌ ‌após‌ ‌procura‌ ‌pelo‌ ‌alimento‌ ‌cair‌ ‌repentinamente‌ ‌nos‌ ‌últimos‌ ‌dias,‌ ‌devido‌ ‌ao‌ ‌impacto‌ ‌da‌ ‌pandemia‌ ‌do‌ ‌Covid-19‌ 

cogumelo - ok

Duas toneladas de cogumelo shimeji foram parar no lixo em Mogi das Cruzes, na grande São Paulo, por conta da falta de compradores, como reflexo da pandemia do novo coronavírus. “Essa é uma imagem que nenhum produtor gostaria de registrar”, afirma Mário Sheng, produtor de cogumelos há 35 anos, e que se viu obrigado a descartar o produto que normalmente entregava a restaurantes e feiras. Com a diminuição do consumo e a impossibilidade de vender, Sheng teve que transformar em adubo orgânico toda a produção no último dia 23 de março.  Metade dos 40 funcionários da empresa de Sheng já estão em férias coletivas, por conta do impacto do coronavírus na economia. 

Segundo Sheng, diversos produtores da região estão passando por dificuldades para escoar a produção de shitake e de outros tipos de cogumelo. Um dos problemas enfrentados por ele é a burocracia em levar os produtos para instituições governamentais, entre eles: asilos, escolas, internatos. “Para que um produto seja aceito, é necessário aprovação dos responsáveis pela nutrição. O fato é que muitas vezes a demora faz com que o cogumelo estrague e a única opção é o descarte”, lamenta ele.

Uma das opções para aproveitar o produto seria a desidratação. Mas segundo ele, neste momento todos tiveram a “mesma ideia” e as empresas de desidratação não estão suportando tanta demanda. A propriedade que fica na região de Mogi das Cruzes, está colhendo além de cogumelos, frutas que também estão sem espaço para comercialização. 

O processo, além de tudo, representa um acréscimo nos custos: para cada quilo de cogumelos a ser desidratado, é preciso desembolsar de R$ 10 a R$ 12, obrigando o produtor a elevar o valor de venda. Também é preciso investir em embalagens adequadas a esse tipo de produto processado, que são mais caras que as convencionais.

Como forma de amenizar os prejuízos, Sheng está comercializando cogumelos através da entrega direta aos consumidores. Mas a estratégia representa apenas 10% da receita. “Houve aumento nos pedidos na semana passada, porém logo diminuíram”, diz. Segundo ele, o consumidor não está com dinheiro para comprar esse tipo de produto.

 

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