Saúde no Campo: tudo o que você precisa saber sobre escorpiões

Nos últimos cinco anos, número de casos de ataques por escorpião cresceu 122% em SP

Escorpião - Castilho-SP

O escorpião tem sido uma preocupação para a população brasileira. Não só para produtores rurais como moradores de grandes centros. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica do estado de São Paulo, o número de casos de ataques por escorpião aumentou 122% nos últimos cinco anos.

A espécie mais comum é o escorpião amarelo, muito encontrado nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Rondônia e Paraná. Também existe o escorpião marrom ou com coloração avermelhada muito encontrado em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e na região oeste de Santa Catarina e Paraná.

Foto: Governo do Rio de Janeiro

Anatomia: o escorpião apresenta corpo dividido em tronco e cauda. Possui pinças que são utilizadas para a captura de presas e para sua defesa. É no final da cauda que se encontra o ferrão onde estão as glândulas com veneno.

Hábitos: possui hábito noturno e são mais ativos durante os meses quentes. Vivem em troncos, cascas de árvores, pedras, fendas de rochas e buracos no solo. Preferem locais habitados pelo homem onde há acúmulo de lixo, entulho e materiais de construção.

Alimentação: os escorpiões são carnívoros, mas podem passar longos períodos sem se alimentar. Preferem comer insetos e baratas e só atacam quando ameaçados.

Predadores: as seriemas, gaviões, corujas, galinhas, sapos e lagartos são seus os predadores naturais.

Veneno: tanto o escorpião amarelo como o marrom são peçonhentos, ou seja, produzem uma substância tóxica prejudicial à saúde dos humanos.

– 97% dos acidentes são considerados leves e causam apenas dor, vermelhidão e suor local.

– 1,3% são considerados moderados e causam agitação, sonolência, suor, náusea, vômitos, queda de pressão, aumento dos batimentos cardíacos e aumento da frequência respiratória.

– Já 1,7% dos casos são considerados graves e podem ser identificados por sintomas mais intensos como vômitos, salivação, sudorese, tremores, contrações musculares, redução do batimento cardíaco e edema agudo no pulmão.

Foto: Prefeitura de Castilho-SP

Prevenção: na hora de trabalhar na lavoura, não esqueça de usar botas ou perneiras de couro e também use luvas ao manipular as plantas ou na colheita. Mantenha o terreno limpo, sem entulho, lixo, tijolos, telhas e madeiras. Não colocar a mão dentro de cupinzeiros, tocas e buracos – esses locais podem servir de abrigo para animais peçonhentos. Tenha cuidado ao sentar ou deitar em gramados, troncos de árvores ou à beira de rios e lagos.

O que fazer em caso de acidentes: o soro é o único remédio eficaz em caso de acidentes com animais peçonhentos, seja escorpião, cobra ou aranha. É preciso procurar um socorro médico em hospital ou centro de saúde mais próximo. Mantenha a pessoa picada calma e em repouso. Retirar relógio, anéis e outros acessórios que possam dificultar a circulação sanguínea.

O que NÃO fazer em caso de acidentes: não usar garrotes (torniquetes), nem furar ou sugar ao redor da picada. Não colocar qualquer substância como pó de café, folhas, álcool ou fumo no local da picada.

 

Obs.: As informações acima estão na cartilha “Animais Peçonhentos” da Federação de Agricultura de São Paulo e do Senar-SP. A ação Saúde no Campo é uma iniciativa do projeto Família Nação Agro, uma parceria entre o Senar-SP e o Canal Rural.

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